quarta-feira, 21 de setembro de 2011

  “Uma igreja, eu e você, alianças, nossos pais, um pastor e uma pergunta: ‘Vocês, se aceitam como marido e mulher, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?’ E eu até te imagino dizendo que sim, e a mim também. Então, enfim, nós nos beijamos e saímos de lá, felizes, num carro, em direção a nossa lua-de-mel. Uma viagem, pra longe ou pra perto, tanto faz, o que importa é que vai ser com você. E nós ficaremos lá, aproveitaremos. E quando voltarmos, iremos eu e você pra nossa casa. Uma casa grande, com bastante espaço. E depois de um tempo, vamos estar lá, na mesma casa, eu e você, na cozinha, você cantando e falando no meu ouvido, ao mesmo tempo me abraçando enquanto eu cozinho, as crianças correndo pela casa, fazendo bagunça. Depois do almoço, nós nos sentaremos na sala e jogaremos videogame com eles. Mais tarde, você vai pro jardim jogar futebol com o nosso filho, e eu e a nossa filha ficaremos olhando da varanda, enquanto brincamos de boneca. A noite, colocaremos as crianças pra dormir, você e eu, e depois, voltaremos para o nosso quarto. Você se deitaria no meu colo, e eu te faria cafuné até você dormir, como sempre foi, em cada pensamento meu, quando eu te tinha por perto, enquanto tudo ainda era a distância.” Esse é o meu sonho diário, é isso que eu penso todas as noites antes de dormir, é isso que eu quero pra gente. E esse “a gente” só serve se for com você.

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